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Chega de Padrões

6 maio 2019

Todas as épocas da História foram marcadas, entre outras coisas, por padrões de beleza. Nos anos 1950, todas queriam ser como a Marilyn Monroe, com curvas e seios fartos. Na década seguinte, houve uma mudança brusca no padrão, quando a magreza esquálida da modelo Twiggy passou a ser o correto.

A popularização da moda e a ascensão dos meios de comunicação serviram para propagar ainda mais um ideal de beleza – como se fosse possível generalizar algo tão particular. E foi justamente a ascensão das mídias que fez o caminho inverter-se.

Padrões “ideais” de beleza


Há algumas décadas, os ideais de beleza eram ditados pelas revistas de moda impressas, basicamente o único meio de informação deste tema. Depois da internet, as opiniões – e por consequência os padrões – tornaram-se muito mais acessíveis e democráticos. Apesar de ainda a magreza ser colocada num patamar de beleza ideal, a saúde já tem a mesma importância que um corpo unicamente esguio.

E é cada vez mais frequente as grandes marcas de moda e de beleza apresentarem modelos que fogem deste padrão, não mais considerando apenas um peso, um tipo de cabelo ou uma etnia para venderem seus produtos.

Tratamentos individualizados


Na estética, essa mudança é claramente percebida no modo como os pacientes abordam os médicos. No passado, era frequente uma pessoa procurar tratamentos estéticos com uma ideia predeterminada, para ficar igual a uma certa atriz ou modelo.

Hoje, as pessoas procuram a estética para serem únicas, respeitando suas próprias características e buscando melhorar aquilo que as incomoda, e não mais o que os outros dizem que incomoda. Até mesmo o sucesso profissional dos médicos mudou. Agora, os melhores profissionais são os que conversam com o paciente, entendem suas ânsias e enxergam cada pessoa de forma particular, definindo os tratamentos de forma individualizada. O visagismo e a personalização dos protocolos estéticos se tornaram vitais para os profissionais seguirem bem-sucedidos em suas carreiras, prestando um serviço satisfatório aos pacientes.

Os procedimentos também evoluíram, e dependem muito mais de protocolos personalizados, definidos com base nas características, objetivos e estilo de vida de cada indivíduo. A aplicação de toxina botulínica, por exemplo, era usada até há pouco tempo para padronizar o rosto e esconder totalmente as marcas do tempo.

A forma com que ele é usado atualmente é condicionada ao respeito das características individuais e à satisfação particular da pessoa em enxergar-se do modo que ela julga ser o mais confortável. Ou seja, ninguém mais quer ser padronizado.

O novo conceito de beleza baseia-se muito mais na felicidade do que na aparência, dando espaço para que todos sejam considerados belos com suas “imperfeições”.

Ainda nos guiamos pelos padrões? Sim, ainda. E ainda temos um longo caminho até que a beleza se torne realmente democrática. Porém o número de pessoas mais confiantes e felizes com a sua aparência prova o quanto evoluímos. Afinal, o que mais importa é se sentir bem e feliz, independente dos padrões.

Lembre-se: “A beleza é a harmonia entre o conteúdo e a forma”.


Dr. Carmelo Occhipinti Filho

Dr. Carmelo Occhipinti

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